Projeto Esperançar

Iniciado em agosto de 2025, o projeto de educação ambiental e ecologia integral desenvolvido pela Ação Social Arquidiocesana (ASA) promoveu formações, oficinas e atividades educativas voltadas ao cuidado com a Casa Comum. A iniciativa contou com recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e teve como principal motivação a Campanha da Fraternidade 2025, que teve como tema a ecologia integral.

Ao longo do projeto, 644 pessoas foram alcançadas, sendo 161 participantes diretos e outras 483 pessoas beneficiadas indiretamente. O público envolvido incluiu lideranças e membros de pastorais e grupos de ação social, além de crianças, adolescentes e jovens da catequese, professores, monitores, alunos de programas educacionais e participantes dos programas de convivência e fortalecimento de vínculos da Rede ASA.

A proposta surgiu a partir da compreensão de que a presença e a capilaridade das paróquias da Arquidiocese de Florianópolis oferecem uma importante oportunidade para estimular iniciativas concretas de cuidado com a Casa Comum e fazer da Campanha da Fraternidade um legado permanente nas comunidades.

Formação e práticas de ecologia integral

O projeto teve como foco a conscientização de lideranças paroquiais e membros das pastorais sobre práticas cotidianas relacionadas à preservação ambiental. Entre as ações propostas estiveram a utilização de ecocopos em atividades paroquiais, a redução do uso de materiais descartáveis, a correta gestão dos resíduos sólidos e orgânicos, além da utilização de lixeiras e composteiras.

Foram realizadas formações sobre a Laudato Si’, encíclica do Papa Francisco dedicada ao cuidado com a Casa Comum, além de palestras, oficinas e atividades lúdicas sobre ecologia integral.

A metodologia adotada foi a Ecoarte, que utiliza música, teatro, cultura e atividades práticas como instrumentos para abordar questões ambientais de maneira acessível e participativa. A arte-educadora Recicleide participou de diferentes momentos do projeto, conduzindo apresentações musicais e teatrais e oficinas com crianças e adolescentes.

Entre as atividades realizadas estiveram oficinas de confecção de instrumentos musicais com materiais recicláveis nas paróquias Nossa Senhora Aparecida, em Balneário Camboriú, e São Judas Tadeu, em São José. As crianças e adolescentes utilizaram materiais como potes de achocolatado, embalagens de iogurte e tampas de garrafas para produzir os instrumentos, aprendendo, de forma prática, sobre reutilização e reciclagem.

Também foram realizadas ações no Centro Educacional Dom Orione (CEDO), em Florianópolis, com palestra teatral e musical, além de oficina musical para crianças e adolescentes. Na Paróquia da Santíssima Trindade – Casa São José, foram promovidas apresentações teatrais e musicais voltadas ao público infantojuvenil.

Outro momento de destaque ocorreu durante o Prêmio Dom Afonso Niehues, em novembro de 2025, com a realização de uma palestra musical e teatral sobre a temática do projeto.

Paróquias como espaços de transformação

Além das atividades formativas, o projeto buscou estimular mudanças concretas nas práticas das comunidades. Três paróquias foram escolhidas como piloto, tornando-se referências em suas foranias, enquanto outras dez atuaram como multiplicadoras, desenvolvendo ações e incentivando práticas ecológicas.

Entre os resultados alcançados estão a realização de iniciativas de “festas lixo zero”, com gestão dos resíduos sólidos e orgânicos, e a ampliação do uso de ecocopos em festas, reuniões e encontros paroquiais, contribuindo para a redução do uso de descartáveis.

Também foram adquiridas composteiras, acompanhadas de orientações para sua utilização, e kits de lixeiras para as paróquias, favorecendo a correta separação e destinação dos resíduos.

As experiências de boas práticas já existentes na Arquidiocese de Florianópolis também foram compartilhadas com as demais comunidades participantes, fortalecendo uma rede de iniciativas voltadas à ecologia integral.

Materiais de formação

Como parte do projeto, foram produzidos dois materiais digitais sobre boas práticas de ecologia integral, sendo um destinado ao público adulto e outro pensado para crianças e adolescentes. Os conteúdos foram elaborados com uma linguagem acessível e lúdica, com o objetivo de facilitar a abordagem do tema nas comunidades e ampliar a disseminação das experiências.

Durante a execução, também foram realizadas reuniões on-line com os integrantes do projeto para organização, orientação e acompanhamento das atividades.

Continuidade

A avaliação do projeto apontou que os objetivos previstos foram plenamente executados. As ações contribuíram para ampliar o conhecimento sobre a ecologia integral, estimular mudanças de comportamento e envolver diferentes públicos no compromisso com o cuidado com a Casa Comum.

A iniciativa também prevê continuidade, buscando fortalecer as experiências já iniciadas e ampliar a participação das paróquias em práticas sustentáveis.

Dessa forma, o projeto reafirma o compromisso da ASA com uma ação social que integra cuidado com as pessoas, com as comunidades e com o meio ambiente, promovendo uma cultura de solidariedade e responsabilidade com a Casa Comum.

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