
O Papa Leão XIV assinou hoje (9/10) sua primeira exortação apostólica, intitulada “Dilexi te” (Eu te amei). Dividido em 121 pontos, o documento marca um forte chamado à Igreja e à sociedade para renovar o compromisso com os pobres e relança, com vigor, o Magistério social da Igreja dos últimos 150 anos.
A exortação tem um caráter especial: foi iniciada por Francisco nos meses que antecederam sua morte e, assim como aconteceu com a Lumen Fidei — iniciada por Bento XVI e concluída por Francisco em 2013 —, foi finalizada por seu sucessor. “Dilexi te” também se apresenta como continuação de “Dilexit Nos”, última exortação de Francisco sobre o Coração de Jesus.
Ao longo do texto, há inúmeras referências ao pontificado de Francisco e aos documentos do episcopado latino-americano, reafirmando a opção preferencial pelos pobres como expressão do amor de Deus pela humanidade ferida:
“A opção pelos pobres não é exclusivista, mas a expressão da ação de Deus, que se move por compaixão diante da fraqueza humana.”
O Papa denuncia duramente as estruturas de injustiça que perpetuam desigualdades, destacando a economia que mata, a violência contra as mulheres, a desnutrição e a crise educacional. Retoma ainda o apelo pelos migrantes e convoca a Igreja a “fazer ouvir uma voz que denuncie”, pois “as estruturas da injustiça devem ser destruídas com a força do bem”.
Em sua carta de apresentação, Leão XIV expressa o desejo de que a exortação fortaleça a missão evangelizadora da Igreja:
“Que a Dilexi te ajude a Igreja a servir os pobres e a conduzi-los a Cristo.”
A íntegra da exortação apostólica “Dilexi te” pode ser lida no site do Vaticano.





