ASA marca presença em encontro regional da Cáritas

ASA marca presença em encontro regional da Cáritas

Entre os dias 26 e 28 de agosto, a Rede Cáritas dos Regionais Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reuniu no Instituto La Salette, em Curitiba, para o Encontro de Monitoramento InterSul. A Ação Social Arquidiocesana esteve presente no evento junto à Rede Cáritas SC.

Durante o encontro, o grupo refletiu sobre o Jubileu da Esperança, em atividade mediada pela doutora em Teologia Érica Mauri, que retomou as raízes bíblicas deste período da Igreja e destacou o sentido de conversão de posturas e de ação concreta diante da realidade. Em complemento, Sandra Quintella, integrante da Rede Jubileu Sul, apresentou o histórico e os impactos nocivos das dívidas impostas aos países do Sul Global, evidenciando como a financeirização — inclusive do meio ambiente — tem ampliado a hegemonia das grandes elites e aprofundado as desigualdades.

Nesse contexto, Sandra convocou à participação popular por meio da campanha global “Transformando Dívida em Esperança”, um abaixo-assinado que busca sensibilizar tomadores de decisão para o cancelamento de dívidas financeiras que comprometem o desenvolvimento social de países empobrecidos, de modo a priorizar pessoas e o cuidado com o planeta acima do lucro.

O encontro contou ainda com a presença da diretora executiva da Cáritas Brasileira, Valquíria Lima, que apresentou o Documento de Posições da Cáritas Brasileira para a COP 30: “Por uma transição justa, inclusiva, popular e democrática”. Ela reforçou o caráter estratégico do texto: “Este documento é um instrumento de incidência política; ele orienta nossa atuação pública e nossa mobilização junto às comunidades, aos poderes públicos e aos parceiros, para que a transição seja feita com justiça, participação e respeito aos direitos”, afirmou.

O arcebispo de Londrina e referencial para a Cáritas no Paraná, Dom Geremias Steinmetz, também conduziu uma assessoria no InterSul 2025 com o tema “Como nós, Igreja, podemos contribuir para o enfrentamento das dívidas históricas que tiram a esperança do povo e os fazem sofrer”. Sua reflexão dialogou diretamente com o Jubileu da Esperança e com as iniciativas da Rede Cáritas no Sul do país em favor da justiça social e econômica.

Os mais de 50 participantes também se reuniram em grupos de trabalho para um momento de escuta sinodal, no qual todos puderam partilhar em um ambiente de oração. Ao final, os grupos responderam a três questões-guia sobre possibilidades de ação integrada, convergências entre áreas e temas que conectam a rede (Migração, EPS, MAGRE e Política de Gênero). O resultado foi a construção de uma pauta comum com foco em mobilização social, comunicação integrada, incidência socioambiental e fortalecimento dos processos internos de gestão.