Por Fernando Batista

A defesa e promoção da vida é premissa de cada cristão. Para defender a vida é necessário perceber onde ela é ameaçada, sem relativizar as situações e circunstâncias que a fragilizaram. O cuidado com a vida fragilizada é uma das mais belas missões de cada pessoa, não de forma parcial, mas integral, desde sua concepção até a morte natural.
Muitas vezes os rostos que revelam a ameaça a vida, são os rostos rejeitados, marginalizados e excluídos da sociedade. Há cada vez mais, a necessidade de investimentos em projetos e políticas sociais que darão a base para o cuidado e a proteção da vida. Os migrantes, as pessoas em situação de rua, as pessoas empobrecidas, as mulheres vítimas de violências, são retratos de rostos sofridos de nossa sociedade. Somente a defesa pela justiça social, pelos direitos humanos, pela paz e pelo cuidado com a biodiversidade, garantirá a primazia da vida em nossa sociedade. Esses são os princípios da Doutrina Social da Igreja, que devem ser difundidos e vivenciados em nossas comunidades, paróquias, movimentos e pastorais.
Neste mês de setembro, onde se comemora-se a independência do Brasil, ocorre o 32º Grito dos Excluídos/as, que tem como tema permanente a “Vida em primeiro lugar” e como lema “na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”. Mais do que ato de manifestação pública, o grito dos excluídos/as apresenta temas para reflexões a partir Campanha da Fraternidade 2006 e assuntos sociais emergentes em nossa sociedade: a terra, a paz, a moradia e a violência contra a mulher”.
Esses temas revelam quanto é necessário avançar em políticas de inclusão social no Brasil para garantir a defesa e a promoção da vida. Que possamos neste mês de setembro ter momentos de escuta e reflexão em nossas comunidades, grupos e famílias sobre os principais problemas sociais que atingem nosso país, criando rodas de conversas para auxiliar na escolha dos nossos representantes no poder executivo e legislativo. Que nosso voto tenha como primazia a defesa da vida.



